Mato Grosso do Sul vem transformando sustentabilidade em estratégia de desenvolvimento econômico, atração de investimentos e modernização da gestão pública. Com foco nesse cenário, o Governo do Estado participou, na quinta-feira (29/05), do 1º Seminário “Construindo a Sustentabilidade na Gestão Pública”, promovido pelo TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul).
O evento, realizado no plenário da Corte de Contas, contou com presença maciça de prefeitos, prefeitas, vereadores e representantes de instituições públicas de diferentes regiões do Estado. O encontro reuniu ainda gestores municipais para discutir políticas públicas sustentáveis, mudanças climáticas, governança ambiental e estratégias de adaptação climática.
Durante o seminário, foi assinado o “Pacto pela Sustentabilidade e pela Resiliência Climática dos Municípios de Mato Grosso do Sul”, iniciativa que reúne TCE-MS, Governo do Estado, Ministério Público de Mato Grosso do Sul, AGEMS, Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e UCVMS (União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul) em torno de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e à adaptação climática nos municípios sul-mato-grossenses.
Presente ao evento, o governador Eduardo Riedel afirmou que Mato Grosso do Sul vem consolidando um modelo de desenvolvimento baseado em sustentabilidade, agroindustrialização e infraestrutura.
“Estamos conduzindo o desenvolvimento dos municípios, das áreas urbanas e da agroindustrialização de maneira sustentável, e Mato Grosso do Sul caminha para ser exemplo para o Brasil”, declarou.
Riedel ressaltou que o Estado converteu, nos últimos dez anos, cerca de 5 milhões de hectares de pastagens degradadas em atividades de alto potencial de absorção de carbono. Segundo ele, a expansão da floresta plantada também reforça o protagonismo ambiental sul-mato-grossense.
“Só em floresta plantada, saímos de 300 mil hectares para 2 milhões de hectares. Uma floresta plantada é uma usina de captura de carbono e que depois não é liberada de volta à atmosfera. Ela fica retida no processo industrial dentro dessas empresas de transformação em celulose e segue gerando energia limpa”, afirmou.
O governador também destacou o avanço da bioenergia no Estado. Atualmente, Mato Grosso do Sul possui 2.450 megawatts de produção de bioenergia, ocupando a segunda posição nacional em volume de produção de energia limpa.
Segundo Riedel, a estratégia estadual alia desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e inserção competitiva no cenário internacional.
“Nós vamos chegar a 2030 como o primeiro estado carbono neutro do Brasil. Isso é um ativo ambiental e econômico, porque está sendo colocado no mercado internacional e vale muito. Queremos compartilhar isso com comunidades indígenas, ribeirinhas, produtores rurais e com a preservação da biodiversidade”, observou.
O governador também utilizou exemplos de obras de infraestrutura para demonstrar como a pauta ambiental passou a integrar de forma definitiva os investimentos públicos.
Ao citar a construção do anel rodoviário de Bonito, Riedel explicou que a obra recebeu investimentos adicionais para atender exigências ambientais relacionadas à preservação da fauna e à drenagem do bioma local.
“Hoje não dá mais para fazer investimentos sem esse olhar ambiental. A infraestrutura também é sinônimo de resiliência climática”, pontuou.
iedel ainda destacou o crescimento da geração de energia renovável no Estado, com projetos de energia solar e atração de empreendimentos ligados à economia verde e à tecnologia.
“Hoje, 94% da energia gerada em Mato Grosso do Sul tem origem sustentável, seja biomassa, solar ou eólica. O primeiro grande data center do Estado será implantado aqui justamente por causa da energia renovável”, afirmou.
Ao encerrar a participação no seminário, o governador ressaltou que o conceito de desenvolvimento sustentável deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a representar uma estratégia econômica para atração de investimentos e geração de empregos.
“Estamos atraindo negócios e desenvolvimento a partir do conceito de desenvolvimento sustentável, sem romantismo, encarando isso como responsabilidade, oportunidade econômica e geração de riqueza”, concluiu.
