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QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO DE 2022
29 de ABRIL de 2022 | Fonte: Agepan

Costura sob medida leva chance de trabalho digno a homens e mulheres em presídios de MS

Ao todo, 15 internas concluíram o curso após 160 horas/aula, entre teoria e prática, abordando diferentes técnicas de costura, desde o corte ao acabamento.
Foto: Agepen

Entre fitas métricas e máquinas de costura, reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino de Rio Brilhante (EPFRB) tiveram a oportunidade de se capacitar para o mercado de trabalho e conquistar uma profissão digna, quando deixarem a prisão.

 

Intitulada "costureiro sob medida", a qualificação foi oferecida pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), por meio do Programa de Capacitação Profissional e Implementação de Oficinas Permanentes (Procap). Ao todo, 15 internas concluíram o curso após 160 horas/aula, entre teoria e prática, abordando diferentes técnicas de costura, desde o corte ao acabamento.

 

“Isso contribui significativamente com a ressocialização, uma vez que ao qualificar as custodiadas, oportuniza que sejam inseridas no mercado formal de trabalho ou que abram o próprio negócio ao retornarem ao convívio com a sociedade”, destaca a diretora do EPFRB, Lígia Maria Asato, reforçando que uma nova capacitação na área está programada para o mês de maio.

 

O curso de corte e costura na unidade feminina é uma das qualificações profissionais que vêm sendo realizadas para homens e mulheres em presídios de Mato Grosso do Sul, principalmente em áreas com alta demanda profissional.

 

No caso do corte e costura, são cerca de 200 vagas oferecidas, em presídios de Bataguassu, Naviraí, Cassilândia, Coxim e Dourados, além de Rio Brilhante. Durante as aulas, nas oficinas das unidades envolvidas os alunos também atuam na confecção de uniformes para os próprios internos e internas.

 

No Estabelecimento Penal de Bataguassu (EPB), por exemplo, onde o curso oferecido pelo Procap ainda está andamento, 18 reeducandos participam das aulas ministradas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

 

Para o diretor do EPB, Luiz Fernando da Silva Jesus, o sistema prisional tem o compromisso de garantir acesso à educação à pessoa presa, o que inclui os cursos profissionalizantes. “Desta forma, oportunizamos o curso de corte e costura com o objetivo de proporcionar condições de inserção igualitária no mercado”, argumenta.

 

O diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, também defende que a qualificação profissional é essencial para que os custodiados sejam reintegrados à sociedade. "E com a ressocialização, conseguimos reduzir os índices de reincidência criminal”, pontua.

 

Formatura

Na última terça-feira (26/04), foi realizada a solenidade de encerramento do Curso de Corte e Costura promovido a reeducandas do EPFRB, com a certificação das concluintes pelo Senai.

 

O oferecimento de cursos em presídios de Mato Grosso do Sul é coordenado pela Diretoria de Assistência Penitenciária, por meio de sua Divisão de Assistência Educacional.



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