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SÁBADO, 30 DE MAIO DE 2020
23 de JANEIRO de 2020 | Fonte: Assessoria

Polícia de Naviraí investigará Fake News de mulher com criança morta no colo

Fake teria sido produzido para prejudicar Hospital Municipal.

A Polícia Civil de Naviraí vai investigar denuncia de Fake News postada nas redes sociais mostrando a imagem falsa de uma mulher com uma criança natimorta nos braços levando a crer que houve negligência no atendimento à parturiente no Hospital Municipal.

Gerente de Saúde, Wellington Santussi, registra boletim de ocorrência na Polícia Civil de Naviraí sobre fake news (Foto: Divulgação)

Um boletim de ocorrência foi registrado na Policia Civil pelo gerente municipal de Saúde Wellington Santussu na tarde desta quarta-feira, 22 de janeiro. O secretário foi à delegacia acompanhado pela diretora do Hospital Municipal Érica Cristina Máximo.

 

No início da manhã Wellington Santussi concedeu entrevista na Rádio Karandá em rede com a Rádio Cultura, para esclarecer os fatos e acalmar a população e os vereadores. Na entrevista o secretário afirmou que a foto colocada na falsa notícia de uma mãe segurando um feto morto, é um absurdo.

 

“É uma imagem grotesca, não aconteceu no nosso hospital e quem prestar bem atenção na foto, verá que estão sob uma cama que possui controle remoto atrás e nós não temos esse tipo de móvel aqui”, disse Santussi.

 

“A Fake News é tão desconexa que fala que as mães estavam esperando seus filhos nascerem porque estavam com os bebês mortos na barriga e aí coloca uma foto de outra mãe que já estava com o bebê no colo. Isso é uma agressão à sociedade esse tipo de imagem circulando”, disse ele.

 

Wellington explicou que imagem desse tipo fomenta uma inverdade, mesmo porque, “nesses dois casos específicos de mães, uma delas quando teve a notícia ela por vontade própria optou por sair e procurar outro serviço porque tinha plano de saúde”.

 

O secretário disse que “a outra mãe que estava com uma gravidez de dez semanas, ela chegou ao hospital e, sequer, sabia de sua gravidez. Ela estava tendo hemorragias e após os exames foi constatada sua gravidez. Tomou as devidas medicações e posteriormente fez uma curetagem que é o procedimento correto nestas circunstâncias”.

 

O gerente de Saúde foi enfático em dizer que em nenhum momento dos dois casos foi citado a falta de anestesista lá para fazer os procedimentos, o atendimento no hospital está seguindo normalmente, disse o gerente acrescentando que “tivemos nos últimos dias sete nascimentos sem maiores ocorrências e ontem nasceram mais crianças”.

 

“O atendimento no nosso hospital é o de sempre e a população já conhece. Sempre bem atendidos e nossos médicos são grandes profissionais e não expõe o paciente a nenhum risco desnecessário. Tudo corre normalmente porque nossa equipe é fantástica, os médicos vestiram a camisa e estão abraçando com vontade um melhor atendimento e estão conseguindo dar prosseguimento nesses procedimentos”, esclareceu Santussi.

 

Ainda na entrevista à rádio Wellington esclareceu que: “o feto não pode ser entregue a uma mãe nessa condição da foto, esse não é o procedimento pós-curetagem, já que o próprio procedimento em si já é traumático”.

 

A questão é a seguinte, quando um cidadão como esse faz um desfavor para a sociedade, fomentar esse tipo de atitude leviana nas redes sociais ele cria um transtorno para toda a população que se sente insegura, um transtorno para todos os trabalhadores e a gente às vezes precisa parar como que está fazendo para atender pessoas sobre o caso”, salientou o gerente.

 

Wellington citou durante a entrevista que foi ameaçado de morte por telefone na Gerência de Saúde e que a pessoa disse a ele que se morresse alguém lá iria tocar fogo no hospital, na gerência de saúde e sua minha casa.

 

“Esse tipo de atitude está passando dos limites. As pessoas têm os seus motivos políticos. A gente está em ano eleitoral e talvez ele tenha pretensões a cargo político, mas é possível fazer política com seriedade como a do governo do Dr. Izauri Macedo durante esses anos, sem agredir ninguém, fazendo tudo correto, de forma correta, porque é possível sim, fazer política com decência, com honestidade. A gente não vai permitir, de forma alguma, esses tipos de ataques e inverdades nas redes sociais”, concluiu ele.



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