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QUARTA-FEIRA, 08 DE ABRIL DE 2020
27 de AGOSTO de 2019 | Fonte: Agência ALMS

MS pode ter mês contra as queimadas e deputados debatem sobre Amazônia

Proposta visa instituir em Mato Grosso do Sul o Agosto Cinza, um período voltado para ações de conscientização de combate aos incêndios e prevenção de queimadas.
Deputado Marçal Filho defendeu projeto Agosto Cinza na tribuna (Foto: Wagner Guimarães/ALMS)

Com as recentes notícias divulgando inúmeras queimadas que assolam o país, um projeto de lei foi apresentado nesta terça-feira (27/08) para instituir em Mato Grosso do Sul o Agosto Cinza, um período voltado para ações de conscientização de combate aos incêndios e prevenção de queimadas e dá outras providências.

 

A proposta é de autoria do deputado Marçal Filho (PSDB) que subiu à tribuna para defender o projeto e debater a situação das queimadas em todo Brasil, principalmente na região Amazônica, com vegetação que abrange vários estados do país. O deputado lamentou os focos e citou que já há leis que punem quem faz queimadas. “Elas trazem problemas seríssimos, pena que falta fiscalização e depende muito da conscientização das pessoas. Afeta a saúde humana e o meio ambiente. O importante é que o governo tome medidas contra as queimadas”, afirmou.

 

Marçal disse ainda que as medidas também devem proteger a soberania do Brasil perante à região, que já foi sondada por outros países para torná-la internacional. “Isso não deve acontecer. Nós temos que cuidar do que é nosso. É a maior biodiversidade do mundo, além de reservatório de água. Não podemos abrir mão disso”, considerou o deputado que disse que até concorda que o país possa receber dinheiro internacional, porém sem deixar o controle sobre a região.

 

Zé Teixeira (DEM) sugeriu o uso de recursos repatriados da Petrobras. “Ainda mais pela falta de chuva, tem que agir urgente, mas concordo em manter a soberania e não devemos generalizar que todo proprietário rural tenha colocado fogo propositalmente”, ponderou.

 

Isso foi rechaçado pelo deputado Pedro Kemp (PT), que também usou a tribuna para citar que supostamente houve “o dia do fogo” e que já estaria sendo investigado pelas polícias e Justiça do país. “Mas como fiscalizar tudo isso se o atual governo está acabando com os órgãos de fiscalização e incentivando bobagens com discursos imprudentes. Não percebemos iniciativas para redução e conscientização, pelo contrário, apenas discursos irresponsáveis, criando brigas internacionais e desmentindo dados oficiais do próprio governo”, lamentou Kemp.

 

O deputado Coronel David (PSL) discordou. “Outros países têm pretensas intromissões na Amazônia, que vem do enfraquecimento dos governos anteriores”, disse o deputado que citou matérias com números de crescimento do desmatamento nos governos de Lula e Dilma. Kemp rebateu com a leitura de dados do próprio site do Inpe.

 

“O mundo está preocupado com a Amazônia porque eles já perceberam os efeitos globais com a intervenção humana irresponsável. Europa tendo 40 graus de temperatura, outros lugares com tufões e catástrofes. Qual é o problema de aceitarmos ajuda internacional?”, questionou Kemp. Capitão Contar (PSL) citou outros dados de desmatamento e disse que questionar o atual governo de Jair Bolsonaro "é hipocrisia".

 

Já para Cabo Almi (PT), é preciso reconhecer que os governo de Lula e Dilma tiveram erros e acertos. “Ficamos 15 anos no poder e muita coisa aconteceu, mas o atual governo é indefensável”, afirmou. João Henrique (PL) citou que apesar de tudo o que tenha ocorrido, o Brasil conseguiu manter a preservação da região Amazônica, “que é maior que muitos países da Europa e que não serão outros países que darão conta dos nossos problemas”.



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